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Projeto Letramento Digital Amazônico é levado para COP30

O jovem amazonense Netto Santos foi selecionado para integrar a delegação brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém (PA), no período de 10 a 21 de novembro.  

Com uma trajetória voltada à inovação social e à educomunicação, Netto idealizou o Projeto de Letramento Digital Amazônico, que tem como objetivo levar mini laboratórios de tecnologia a comunidades indígenas do Amazonas.

“Falar da Amazônia é nosso direito”, destaca Netto Santos.

A iniciativa busca formar jovens e lideranças locais em inteligência artificial, programação, negócios e uso ético da tecnologia, garantindo que os povos da floresta também tenham acesso às ferramentas que moldam o futuro.

 

Ao i9Brasil Portal de Notícias, Santos informou que o projeto nasce em parceria com a DiversiData, organização que promove diversidade e inclusão no setor de tecnologia, a LinuxTips, referência nacional em educação tecnológica e com a Makira-e’ta, Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas, através do projeto FIMI. Juntas, as instituições apoiam a estruturação dos laboratórios e a formação de instrutores locais, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo a autonomia digital das comunidades amazônicas. 

“Em uma era dominada pela inteligência artificial e pela transformação digital, é fundamental que quem mora na floresta não fique de fora disso. A tecnologia pode — e deve — estar a favor dos amazônidas”, afirmou Netto em entrevista ao Portal i9Brasil.

Tecnologia que nasce da floresta 

O projeto dos dois primeiros laboratórios já foi implantado em duas comunidades indígenas do Amazonas, com o potencial de impactar centenas de pessoas direta e indiretamente. A proposta é simples, mas poderosa: conectar saberes tradicionais e tecnologias emergentes, transformando a Amazônia em um ecossistema vivo de inovação social. Além da formação em ferramentas digitais, o projeto prevê ações voltadas à geração de renda, ao fortalecimento de negócios comunitários e à preservação da floresta por meio da tecnologia — mostrando que desenvolvimento e sustentabilidade podem caminhar juntos. 

A Amazônia como protagonista na COP30 

A participação de Netto na COP30 simboliza o encontro entre o local e o global, uma ponte entre as vozes da floresta e as decisões climáticas internacionais. Pela primeira vez em uma cidade amazônica, a Conferência reunirá líderes, ativistas e especialistas do mundo todo e Netto levará a visão de quem vive na região e entende, na prática, os desafios e as soluções que emergem da Amazônia.

 “Ir à COP é um sonho, mas ele só faz sentido porque vai com propósito. Quero representar a juventude amazônida e mostrar que nós também produzimos conhecimento, soluções e inovação. A Amazônia precisa ser protagonista, não apenas cenário dos debates climáticos”, destaca. 

Com o lema “Falar da Amazônia é nosso direito”, Netto pretende inspirar outras lideranças jovens da região a ocupar espaços globais, mostrando que o futuro do planeta depende do fortalecimento das pessoas que vivem e cuidam da floresta.

Redação i9Brasil

Fotos: Divulgação

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