Entrega por drone supera 600 pedidos do Ifood no Nordeste
O iFood encerra 2025 com avanços na operação de entregas por drones, retomada em outubro com modelo de maior capacidade de carga e mais resistente às condições climáticas. O trajeto é feito em parceria com a Speedbird Aero, empresa brasileira especializada em delivery por drones. Desde então, a rota em Aracaju fez mais de 300 entregas por mês de oito restaurantes.
A rota parte do Shopping RioMar, em Aracaju, cruza o rio Sergipe e conecta restaurantes da capital aos condomínios na Barra dos Coqueiros. O trecho aéreo tem menos de quatro quilômetros e é percorrido em cerca de três minutos. No total, da escolha do pedido à entrega no endereço do consumidor, o processo leva em média 30 minutos. O percurso combina três etapas: o envio da refeição à estação de drone por um mensageiro; o voo do drone até a Barra dos Coqueiros e a última milha feita por um entregador, responsável por levar o pedido até o condomínio. O serviço funciona diariamente das 11h30 às 21h30, e o momento com maior demanda tem sido aos fins de semana no período noturno.
A nova aeronave transporta até 5 quilos, voa a 50 km/h e opera a 60 metros de altitude (aproximadamente a altura de um prédio de 20 andares). Ela também suporta ventos de até 55 km/h e chuva leve de até 5 milímetros por hora, o que permitiu que a operação não precisasse ser interrompida nenhum dia desde o início.
O iFood está buscando outras rotas longas que hoje ainda não existem no delivery tradicional, cenários que envolvem condomínios onde o acesso pode tornar a rota mais demorada para o entregador e barreiras geográficas como a de Aracaju, onde o rio separa oferta e demanda. Nessas situações, o uso do drone pode encurtar trajetos pouco eficientes e complementar trechos que se beneficiam da combinação de modais. No caso de Aracaju, por exemplo, o trajeto por terra demoraria cerca de uma hora, já que ida e volta somam 36 quilômetros e atravessam áreas de trânsito intenso.
“Estamos evoluindo para uma logística em que diferentes tecnologias atuam de forma complementar. Drones e robôs autônomos entram em trechos que hoje não são atendidos ou que não seriam produtivos para o entregador, ampliando as possibilidades de rotas. O entregador permanece no coração da operação, mantendo seu papel essencial no funcionamento do delivery”, explica Mariana Werneck, diretora sênior de Logística do iFood. “Para 2026, estamos estudando novas rotas à medida que identificamos cenários em que a tecnologia realmente agrega eficiência. Seguimos avançando de forma responsável, com operações sólidas, parceiros especializados e foco em melhorar a experiência de quem produz, entrega e recebe um pedido.”
Fonte: TI Inside
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