Inovações na educação básica: o que podemos aprender com a base
Por Jhonatan Xavier* – É Pedagogo, Especialista em Games e Gamificação na Educação, Mestre em Ensino de Ciências na Amazônia e Doutorando em Ensino Tecnológico.
Compreendendo a origem histórica do termo inovação, temos uma ideia de que se trata de um termo complexo, basta buscarmos na literatura, temos como exemplo Lima (2017); Carbonell (2002), Nogaro e Battestin (2016), pontuam que a inovação vem importado do mundo da administração de empresas para outras áreas, entretanto, todas as áreas apresentam algo em comum: o ato de mudar ou dar novas roupagens à práticas já existentes.
Na área educacional, também seguimos a mesma linha de raciocínio dos teóricos que mencionei, a inovação tem a ver com o ato de dar novas formas e abrir novas possibilidades para práticas já existentes ou criar práticas pedagógicas inéditas.
Após esse contexto, quero destacar, que a inovação nos acompanha desde sempre, e, por ser professor, tenho familiaridade com a inovação na área educacional, e, falando de educação básica, temos que compreender de que é nesta etapa que encontramos e desenvolvemos habilidades necessárias que formam as mentes do futuro, que impulsionarão as startups, centros de tecnologias, universidades e escolas de educação básica.
Portanto, é necessário estarmos atentos para as inovações e abordagens que as escolas de educação básica vem promovendo em seu eventos, culminâncias, feiras, dentre outras, bem como reconhecer o trabalho de docentes que proporcionam novas formas de aprendizado a estes estudantes.
Hoje, podemos ver escolas, desenvolvendo aplicativos, protótipos e produtos que podem auxiliar na solução de problemas do cotidiano, destacamos a abordagem STEAM (Xavier, et.al, 2025), as feiras de ciências, e trabalhos com robótica que vem sendo desenvolvidos em escolas públicas e privadas, que podem ser adotadas por empresas e ser alvo de pesquisas como mestrados e doutorados.
Inovar envolve mecanismos de aprender e desaprender, espaço propício que encontramos nas escolas, para que a inovação aconteça, muitas vezes erramos, e esses erros quando valorizados e não punidos, impulsionam novas ideias, revelando talentos para a sociedade e mercado de trabalho.
Finalizo esse artigo com o convite para que possamos aprender com as experiências trazidas pelas escolas da educação básica, em práticas que envolvem a inovação tecnológica, e seus aprendizados para a sociedade, aprendendo e valorizando os erros como forma de avanço, investindo em novos talentos a partir da base, e claro, com a valorização dos docentes, independente no nível em que atuam. Pretendo, em próximos textos, continuar contribuindo para a divulgação das inovações no ensino e metodologias ativas.
Referências
CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar: a mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002.
NOGARO, Arnaldo; BATTESTIN, Claúdia. Sentidos e contornos da inovação na educação. Holos, v. 2, p. 357-372, 2016.
LIMA, Sônia Maria Pereira de. Inovação pedagógica, práticas pedagógicas inovadoras e concepções docentes no macrocampo, iniciação científica e pesquisa do PROEMI. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal, 2017.
XAVIER, Jhonatan Luan de Almeida, et.al. Steam na escola: conectando ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática na formação continuada de professores em contextos amazônicos Belém: RFB, 2025.
Sobre o autor: É Pedagogo, Especialista em Games e Gamificação na Educação, Mestre em Ensino de Ciências na Amazônia e Doutorando em Ensino Tecnológico. Professor Formador em tecnologias digitais e metodologias ativas na Secretaria Municipal de Educação de Manaus. Pesquisa temas como inovação tecnológica, metodologias ativas, abordagem STEAM e Ensino de maneira interdisciplinar.
**O conteúdo e as opiniões expressas nos artigos publicados são de responsabilidade exclusiva dos autores.
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