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Debate sobre sustentabilidade: como diferencial competitivo no Polo Industrial de Manaus

Evento reúne lideranças e aponta práticas ambientais e sociais como chave para a competitividade do Polo Industrial de Manaus

A sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso e passou a ocupar espaço estratégico nas decisões industriais. Esse foi o tom do 3º Fórum ESG – Cieam e Suframa, realizado nesta quarta-feira (15), em Manaus.

Ao longo do encontro, representantes da indústria, do poder público e de instituições discutiram como práticas ambientais, sociais e de governança podem fortalecer o Polo Industrial de Manaus (PIM). Nesse contexto, o evento apontou o ESG não apenas como tendência, mas como uma exigência do mercado global.

Indústria e instituições reforçam papel da Amazônia no debate global

Logo na abertura, lideranças destacaram que a Zona Franca de Manaus já carrega, há décadas, elementos que hoje são associados ao ESG. Por isso, o debate avançou para além do conceito e focou na aplicação prática dessas diretrizes.

“O Polo Industrial de Manaus carrega em seu DNA o que hoje chamamos de ESG”, afirmou o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro.

A fala reforça a ideia de que o modelo industrial da região se consolidou com base na preservação ambiental aliada ao desenvolvimento econômico. Além disso, evidencia como a Amazônia ganha centralidade nas discussões sobre sustentabilidade.

Parceria amplia inclusão e responsabilidade social

Durante o fórum, a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Suframa e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) ampliou o debate para o campo social.

A iniciativa busca integrar pessoas refugiadas e deslocadas ao mercado de trabalho. Com isso, o ESG se conecta diretamente à geração de oportunidades e à inclusão produtiva no PIM.

Mais do que uma formalidade, o acordo sinaliza uma mudança de postura. Ou seja, empresas passam a incorporar práticas sociais como parte da estratégia de crescimento.

Ao longo das discussões, essas lideranças reforçaram que o avanço da sustentabilidade depende da articulação entre diferentes setores.

“O caminho do desenvolvimento sustentável da Amazônia passa pela construção coletiva”, destacou o presidente do Cieam, Lúcio Flávio Oliveira.

A fala aponta para um modelo que envolve indústria, governo, academia e sociedade. Ao mesmo tempo, reforça a ideia de que o desenvolvimento da região não pode ocorrer de forma isolada.

Programação aproxima teoria e prática no setor industrial

A programação do fórum buscou conectar conceitos a experiências reais. Para isso, reuniu empresas, instituições e especialistas em painéis voltados aos pilares ambiental, social e de governança.

Além disso, o evento abriu espaço para troca de experiências entre diferentes setores. Participaram empresas como Bemol, Schneider Electric, Fujifilm e Águas de Manaus, além de organizações da sociedade civil e lideranças indígenas.

Outro destaque foi o lançamento da Revista ESG Cieam-Suframa, que reúne iniciativas já aplicadas no Polo Industrial.

Ao final do encontro, ficou evidente uma mudança de cenário. O ESG, antes tratado como diferencial, passa a ocupar um papel central nas decisões empresariais.

Nesse sentido, empresas buscam alinhar competitividade com responsabilidade ambiental e social. Assim, a sustentabilidade deixa de ser um complemento e se torna parte da estratégia.

Por fim, o fórum reforça um movimento mais amplo: a Amazônia não aparece apenas como território a ser preservado, mas como protagonista na construção de novos modelos de desenvolvimento.

i9Brasil com Informação Imprensa Suframa.

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