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O que considerar para uma atuação profissional inovadora?

Por Jhonatan Xavier*

Temos muitos pontos de vista acerca do profissional inovador, dentro de cada área a percepção muda, até por conta dos teóricos que são pertinentes à cada profissão, entretanto, podemos elencar algumas características que podem ser consideradas comuns a múltiplas profissões, vamos refletir sobre elas? Desde já te convido a comentar sua contribuição sobre o profissional inovador nos comentários do portal ou nas redes sociais do i9Brasil, vamos lá?

Pensar em um projeto, independente de qual for sua área, envolve um trabalho intelectual, onde o profissional planeja o que pretende alcançar com os resultados do seu trabalho, no debate sobre inovação e autonomia estabelecidos no artigo anterior, publicado aqui no portal I9, acrescentamos outros elementos, por exemplo, a flexibilidade, formação continuada, trabalho em equipe e conhecimentos em tecnologias digitais.

A partir da interação entre o interno e o externo escolar, vão se desenhando as práticas pedagógicas dos docentes, reforçando a sala de aula como um lugar de trocas de significados, comunidades de aprendizagem e comunidade permanente de formação.

Vamos destacar, a partir de agora, quatro pilares que podem caracterizar um profissional inovador, os detalhes vão sendo expostos ao longo do episódio. Começando com a flexibilidade, em segundo lugar, uma formação continuada constante, em terceiro lugar capacidade de trabalhar em equipe, e em quarto lugar os conhecimentos básicos em tecnologias digitais. Vamos conhecer, a partir de agora, cada uma dessas competências, que são essenciais para o profissional inovador.

 A primeira delas é a Flexibilidade – O mercado de trabalho, acadêmico e educacional estão em constante movimento e não combinam com repouso. A observação é do filósofo, mestre e doutor em Educação, Mario Sergio Cortella, que defende que as pessoas não são resistentes à mudança, mas não têm a formação necessária para chegar a esse processo. 

Uma virtude de inteligência. Um ser que não seja flexível não tem condição de sobrevivência. Darwin nunca disse que a sobrevivência era do mais forte; disse que era do mais apto. O mais apto é aquele que tem flexibilidade diante de mudanças que acontecem no cotidiano e, nesta hora, sem dúvida, a flexibilidade é uma virtude para o profissional inovador.

Em segundo lugar, a Formação continuada – Formação geralmente é uma palavra ligada a diversos profissionais, temos em mente, um percurso a ser delimitado durante um período de tempo, que equivale a nossa trajetória profissional. Como seres humanos também nos formamos, portanto, nos humanizamos constantemente.

Assim, concordamos com os autores Alvorado-Prada, Freitas e Freitas (2010), quando pontuam que a formação é um processo de toda uma vida, e acontecem permanentemente mediante as relações e interações, desse modo, nos formamos individual ou coletivamente dentro de uma cultura que estamos inseridos.

A formação continuada na sua área de atuação é um momento que deve ser valorizado e respeitado como passo para a evolução profissional. Trazemos para o diálogo, Gadotti (2008), quando observa que a formação continuada precisa ser concebida mediante elementos fundamentais como a pesquisa, ação, descoberta, além da revisão e reconstrução teórica e prática, para que o processo não se resuma a apenas aprendizagem passiva de novas técnicas e processos. 

Para que isso aconteça, é importante que as formações não sejam meramente um acúmulo de conteúdos, mas um processo realmente de continuidade, construído a partir de interações mútuas, que auxilie o seu desenvolvimento profissional em sintonia com a realidade.

 Em terceiro lugar, a Capacidade de trabalhar em equipe – O mundo ideal do trabalho em equipe é aquele no qual cada integrante sabe exatamente o que o outro está fazendo, suas ideias, habilidades e, sobretudo, há compartilhamento de informações e experiências sobre o processo, à medida em que avançam no esforço de atingir o objetivo do trabalho.

É importante frisar que todos dentro da equipe são responsáveis pelas atividades exercidas. Assim, cada integrante é responsável pelo sucesso de uma tarefa.

O fato é que a rotina pode levar o profissional ao trabalho individual e solitário, muitas vezes, longe do aprendizado colaborativo, essa rotina nos leva a planejar, realizar as atividades e analisar os resultados do processo de forma individual. Por esse e outros fatores, construir um trabalho coletivo é um grande desafio para os profissionais e gestores.

É necessário que o docente deixemos de ser um profissional solitário e passe a ser altamente solidário. Para isso é essencial a escuta de todos, visando objetivos em comum.

 Em quarto lugar, os Conhecimentos básicos em tecnologias digitais – Passemos agora, para o debate sobre o conhecimento dos acerca do uso das tecnologias nas atividades profissionais, e como o contato com elas podem favorecer novas oportunidades na carreira, percebemos essa necessidade de atualização especialmente na pandemia, onde muitos profissionais começaram a trabalhar em home office. Considerando que antes disso, o regime era majoritariamente presencial, o trabalho remoto exigiu novos aprendizados.

Diante da importância da formação continuada e da inserção da tecnologia digital, podemos pensar em uma ressignificação das profissões mediante o uso das tecnologias digitais, em como elas estão passando por um processo de transformação e ressignificação nas nossas vidas

Penso que esses pilares nos trazem novos olhares sobre o profissional inovador, onde não precisamos ter grandes recursos tecnológicos para atuar de forma inovadora, apenas uma realocação de atividades e recursos que já possuímos podem ser um diferencial para as carreiras e modelos de negócios, a atitude diante das circunstâncias fazem a diferença no cotidiano.

Quanto à nossa profissão, a história pode apresentar novos desafios, ou trazer de volta outros já conhecidos, mas com nova roupagem, mesmo com todos os desafios que se apresentaram. Até o próximo artigo.

REFERÊNCIAS

ALVARADO-PRADA, Luis Eduardo; CAMPOS FREITAS, Thaís; FREITAS, Cinara Aline. Formação continuada de professores: alguns conceitos, interesses, necessidades e propostas. Revista Diálogo Educacional, [S.l.], v. 10, n. 30, p. 367-387, jul. 2010. ISSN 1981-416X. Disponível em: <https://periodicos.pucpr.br/dialogoeducacional/article/view/2464/2368>. Acesso em: 05 jan. 2022..

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: Ensinar e Aprender com sentido. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2008. (Escola Cidadã; 2).

CORTELLA, Mário Sergio. Flexibilidade é uma virtude para o trabalho pedagógico. [Entrevista concedida a] Brisa Teixeira. Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/flexibilidade-e-uma-virtude-para-o-trabalho-pedagogico-br5k78aa5zp5akld8oicab0we/. Acesso em: 13 mai 2025

Sobre o autor: É Pedagogo, Especialista em Games e Gamificação na Educação, Mestre em Ensino de Ciências na Amazônia e Doutorando em Ensino Tecnológico. Professor Formador em tecnologias digitais e metodologias ativas na Secretaria Municipal de Educação de Manaus. Pesquisa temas como inovação tecnológica, metodologias ativas, abordagem STEAM e Ensino de maneira interdisciplinar.

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