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O Ecossistema de Startups no Brasil e a Emergência da Bioeconomia na Amazônia: Um Estudo de Caso em Manaus

O texto a seguir é a introdução de um Paper produzido por Daniel Goettenauer e Luana Lobão (Diretora de Inovação do INDT), durante uma das disciplinas do MBA em Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação – PD&I na Escola de Ciências Socias da Universidade do Estado do Amazonas (ESO/UEA) em Manaus (AM).

O Brasil consolidou-se como um dos principais mercados emergentes para o empreendedorismo de base tecnológica. O Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startups 2025 revela um cenário de mais de 20 mil empresas ativas, com o Sudeste concentrando a maior parte, 60.2% (ABSTARTUPS, 2025).

  • Veja o Mapeamento feito pela ABSTARTUPS aqui!

Contudo, o estudo também indica um movimento de expansão para outras regiões, com o Norte do país alcançando 5.4% de participação nacional, e o Amazonas (AM) figurando entre os 10 estados com maior número de startups (1.9%).

Apesar da concentração, a análise de ecossistemas regionais, especialmente em áreas geográficas e econômicas singulares como a Amazônia, é crucial para a compreensão da inovação no país. Nesse contexto, a cidade de Manaus, capital do Amazonas, configura-se como um estudo de caso relevante para análise. Historicamente estruturada em torno do modelo da Zona Franca de Manaus, voltado à industrialização e à atração de investimentos para manufatura, a cidade passa por um processo de diversificação econômica, buscando alavancar a inovação a partir de suas vantagens competitivas territoriais.

Entre essas vantagens, destacam-se a biodiversidade amazônica e a crescente demanda por soluções sustentáveis, que posicionam a Bioeconomia como um vetor estratégico de desenvolvimento regional. Assim, o ecossistema de startups de Manaus apresenta características distintas quando comparado aos grandes hubs nacionais, orientando-se para soluções que combinam tecnologia, sustentabilidade e impacto socioambiental.

Diante desse contexto, o objetivo deste paper é analisar o panorama geral do ecossistema brasileiro de startups e, em seguida, aprofundar a análise nas particularidades do ecossistema de Manaus. Busca-se compreender os fatores que impulsionam a inovação local, com ênfase no papel da Bioeconomia, bem como discutir os principais desafios enfrentados pelas startups da região, tais como a lacuna de capital humano qualificado e a necessidade de maior visibilidade no cenário nacional.

*Daniel Goettenauer é Diretor na Tropos Amazônia e Presidente do Instituto Plural, especialista em Inovação e investidor com experiência no ecossistema de inovação brasileiro em aceleradoras de startups, coworking, eventos e comunidades. Além de founder de startups com três exits. Mestrando em Propriedade Intelectual e Inovação, MBA Gerenciamento de Projetos – FGV, Especialista em Governança em Tecnologia, Graduado em Sistemas de Informação, Publicidade e Desenvolvimento de Software.

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