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Startup do AM aposta em alimentação saudável prática

PacoVita Bio surgiu a partir da experiência pessoal da amazonense Ana Almeida com a sobrecarga materna e o desafio da alimentação infantil no cotidiano

Por: Ágatha Gonçalves.

A startup PacoVita Bio, criada pela estudante de nutrição Ana Almeida, de 25 anos, nasceu com o objetivo de oferecer alimentos saudáveis, práticos e acessíveis para famílias, especialmente mães que enfrentam rotinas marcadas pela sobrecarga de tarefas domésticas, trabalho e cuidados com os filhos.

A proposta da empresa foi reconhecida com a conquista do primeiro lugar no Startup Weekend 2026, evento voltado ao desenvolvimento de ideias inovadoras e novos negócios.

Segundo Ana Almeida, a criação da startup surgiu a partir de uma experiência pessoal vivida durante a maternidade e o período de formação em Nutrição.

“A PacoVita Bio nasceu de uma dor muito pessoal. Como mãe e estudante de Nutrição, comecei a perceber o quanto a sobrecarga materna, tanto mental quanto física, impacta diretamente a rotina alimentar das famílias”, afirmou.

De acordo com a fundadora, a dificuldade em conciliar diferentes responsabilidades faz com que muitas famílias enfrentem obstáculos para manter hábitos alimentares considerados mais saudáveis, principalmente durante a infância.

Alimentação saudável aliada à praticidade

A proposta da PacoVita Bio é desenvolver alimentos utilizando ingredientes naturais e regionais da Amazônia, combinando praticidade e nutrição no cotidiano das famílias.

Além da preocupação com a alimentação, a startup também busca valorizar ingredientes amazônicos e fortalecer a conexão com a cultura regional.

“Nosso objetivo é mostrar que a alimentação saudável pode fazer parte da vida real das famílias, principalmente na infância, fase tão importante para o desenvolvimento e criação de hábitos”, destacou Ana Almeida.

A iniciativa também dialoga com os desafios sociais relacionados à alimentação no Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2024) apontam o Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) apresentaram as maiores proporções de insegurança alimentar nos três níveis (leve, moderada e grave), sendo que o grau mais grave foi registrado em 6,3% e 4,8% dos domicílios dessas grandes regiões, respectivamente.

O levantamento mostra ainda que lares chefiados por mulheres representam a maior parte dos domicílios afetados por algum grau de insegurança alimentar. O estudo mostra que três em cada cinco lares (59,9%) com insegurança alimentar tinham mulheres como responsáveis pelo domicílio.

Outro dado divulgado pelo instituto mostra que a insegurança alimentar possui maior número com crianças e adolescentes, como mostra o gráfico abaixo.

Dados do IBGE (2024)

Reconhecimento no Startup Weekend

Para a fundadora, a conquista no Startup Weekend representa mais do que um prêmio competitivo. “Foi a confirmação de que a nossa ideia tem propósito e pode gerar impacto real na vida de muitas famílias”, afirmou.

Segundo Ana Almeida, o reconhecimento trouxe maior visibilidade para a startup e ampliou as possibilidades de desenvolvimento do negócio.

Ela também destacou a contribuição de mentores, apoiadores e das mães que participaram das pesquisas realizadas pela empresa durante a construção da proposta. “Cada relato foi essencial para transformar essa ideia em algo real”, disse.

Próximos passos

A expectativa da PacoVita Bio agora é ampliar o desenvolvimento de novos produtos e expandir o alcance da startup para outras famílias, mantendo o foco em alimentação saudável, praticidade e valorização de ingredientes regionais amazônicos.

A empresa pretende continuar direcionando suas soluções para necessidades observadas no cotidiano familiar, especialmente relacionadas à infância e à organização alimentar dentro da rotina doméstica.

Fotos: Acervo pessoal da entrevistada.

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