Expofeira 2026 encerra edição com negócios e iniciativas que seguem para além do evento
Após nove dias de programação, a maior feira de desenvolvimento da Amazônia chega ao fim
A programação da Expofeira 2026 chegou ao fim neste domingo (16/8), em Macapá (AP), mas parte do que começou durante os nove dias de programação deve continuar para além dos portões do Parque de Exposições da Fazendinha, conforme apuração feita pela reportagem do Portal i9Brasil.
Tradicionalmente associada ao setor agropecuário, a Expofeira ampliou o espaço destinado a outros segmentos econômicos e reuniu iniciativas de empreendedorismo, ciência, tecnologia, pesquisa, educação e inovação.
Ao longo da programação, pequenos negócios dividiram espaço com instituições de ensino e pesquisa, startups e empresas que buscam transformar recursos e conhecimentos produzidos na região em produtos e soluções.
O movimento pôde ser observado entre os próprios expositores. Na Associação AMAT, de Tartarugalzinho, a artesã Lucinete da Silva participou da Expofeira pela terceira vez levando ao público peças produzidas artesanalmente com diferentes matérias-primas.
“Foi muito bom para a gente. Vendemos, conhecemos pessoas, falamos sobre nossos produtos e como eles se conectam com nossa região”, contou a artesã.
Entre os itens apresentados estão produções feitas com sementes de açaí e outras espécies, além de materiais de origem vegetal, mostrando como elementos encontrados na região podem ser incorporados ao artesanato e gerar renda.
Para outros empreendedores, a feira também funcionou como ponto de contato com consumidores de fora do estado. A Pizzolato, empresa que está oficialmente no mercado há nove meses, levou à Expofeira fermentados amazônicos produzidos a partir de frutas como caju, cupuaçu e taperebá.
O empreendimento, comandado por Grimaldo Melo, já conseguiu levar produtos para consumidores em Portugal e na Alemanha. A participação no evento acrescenta uma vitrine local a esse processo de expansão, aproximando a marca do público e de potenciais parceiros.
“Para quem expõe, os contatos feitos durante o evento podem resultar em parcerias e na entrada em outros mercados”, afirma.
Encerramento é marcado por premiação
A reta final da Expofeira também foi marcada pelo reconhecimento de projetos desenvolvidos no ecossistema de inovação do Amapá. Na noite de sábado (15/8), o Desafio Startup 2026 premiou iniciativas de empreendedores, estudantes e pesquisadores com propostas voltadas à tecnologia, inovação e à criação de soluções com potencial de impacto social e econômico.
Realizado em parceria pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), o desafio criou um espaço para apresentação e desenvolvimento de ideias e para a aproximação dos participantes com oportunidades de negócios.
Para a coordenadora científica da Fapeap, Jessica Ramires, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar áreas que nem sempre chegam ao público de forma integrada.
“É muito importante criar espaços em que pesquisadores, estudantes e empreendedores possam apresentar suas ideias, trocar experiências e enxergar novas possibilidades. O Desafio Startup cumpre justamente esse papel, estimulando a inovação e valorizando o conhecimento produzido no Amapá”, destacou Ramires.
Entre os reconhecidos esteve Glauber Lopes, que avaliou a experiência como uma oportunidade de apresentar o projeto, receber contribuições e conhecer outras iniciativas.
“Receber esse prêmio é uma grande satisfação e também uma motivação para continuar acreditando no projeto. Participar do Desafio Startup nos permitiu apresentar nossa ideia, receber contribuições e conhecer outras iniciativas”, declarou.
Ao inserir a premiação dentro da programação de uma feira aberta a diferentes públicos, projetos que normalmente circulam em ambientes específicos de pesquisa, tecnologia e empreendedorismo passaram a dividir espaço com atividades econômicas já tradicionais no evento.
Ao longo da 55ª edição, essa diversidade apareceu em diferentes pontos do parque: do Corredor do Açaí às iniciativas de pesquisa e educação, passando por soluções tecnológicas, empreendimentos criativos, artesanato, produtos amazônicos e negócios que buscam alcançar mercados dentro e fora do estado.
Por Luana Simões/ Especialmente para o Portal i9Brasil
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