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Agendas em São Paulo reforçam a importância estratégica da Zona Franca de Manaus

Por Leopoldo Montenegro*

Em um momento em que o Brasil busca caminhos mais sustentáveis para crescer economicamente, fortalecer a Zona Franca de Manaus (ZFM) é mais do que uma questão regional: trata-se de uma estratégia nacional. As agendas cumpridas recentemente em São Paulo, durante a participação na 31ª Feira Hospitalar e em reuniões com grandes empresas e instituições, demonstram que o modelo da ZFM continua vivo, competitivo e preparado para o futuro.

A presença da comitiva da Suframa na principal feira de saúde da América Latina mostrou que a Amazônia pode — e deve — participar dos grandes debates sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento industrial. Em um ambiente marcado por discussões sobre inteligência artificial, saúde digital, sustentabilidade e eficiência operacional, ficou evidente que o Polo Industrial de Manaus possui potencial para atrair investimentos alinhados às novas demandas globais.

Na minha visão, um dos pontos mais relevantes dessas agendas foi a aproximação com empresas que enxergam na Zona Franca uma oportunidade concreta de expansão. O caso da The LED, que planeja instalar uma fábrica no Polo Industrial de Manaus, reforça que ainda existe confiança no modelo econômico amazônico. Cada novo investimento significa geração de empregos, fortalecimento da indústria nacional e ampliação das oportunidades para a população da região Norte.

Outro aspecto importante foi a visita ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP). O fortalecimento do IPT Amazônia representa um avanço significativo para o desenvolvimento científico e tecnológico da região. A Amazônia não pode ser vista apenas como fornecedora de recursos naturais; ela precisa ser reconhecida também como espaço de inovação, pesquisa e produção de conhecimento. Investir em bioeconomia, nanotecnologia e biotecnologia é investir em um futuro mais sustentável para o País.

As agendas com empresas como Oppo e Foxconn também deixam uma mensagem clara: a Zona Franca de Manaus continua sendo estratégica para grandes fabricantes globais. Em um cenário internacional altamente competitivo, manter indústrias produzindo no Brasil é um desafio enorme. Por isso, é fundamental garantir segurança jurídica, incentivos adequados e políticas públicas que fortaleçam o ambiente de negócios da região amazônica.

Além do aspecto econômico, considero essencial destacar o papel ambiental da Zona Franca. Muitas vezes, o debate público reduz o modelo apenas à questão tributária, ignorando que ele contribui diretamente para a preservação da floresta amazônica ao gerar alternativas econômicas sustentáveis. Ao incentivar empregos formais e desenvolvimento industrial concentrado, a ZFM ajuda a reduzir pressões sobre atividades predatórias.

Outro ponto que merece atenção é a necessidade de melhorar a comunicação sobre o modelo. Ainda existe muita desinformação em relação à Zona Franca de Manaus, principalmente fora da região Norte. Explicar seus impactos positivos na geração de renda, preservação ambiental e desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir apoio nacional ao projeto.

Visita à Gazeta de São Paulo

As agendas realizadas em São Paulo mostram, portanto, que a Zona Franca de Manaus está conectada com os desafios do presente e as oportunidades do futuro. Mais do que atrair empresas, essas iniciativas fortalecem a imagem da Amazônia como protagonista no desenvolvimento sustentável brasileiro. O País precisa compreender, de uma vez por todas, que investir na Zona Franca não é um privilégio regional, mas uma decisão estratégica para o Brasil.

Fotos: Divulgação/ Suframa

*Leopoldo Montenegro é Superintendente da Suframa, Bacharel em Administração e Direito, Mestre em Engenharia de Produção, apaixonado por inovação, desenvolvimento tecnológico e pela Zona Franca de Manaus.

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