Amazonas em destaque no Startup Awards 2026: o reconhecimento de um ecossistema que cresce por meio de conexões
Por Desirée Nascimento*
Com nove indicações nas categorias regionais e nacionais, o estado amplia sua presença em uma das principais premiações do ecossistema brasileiro de startups.
Quando falamos de inovação na Amazônia, muitas vezes o primeiro pensamento está relacionado às oportunidades que nossa biodiversidade oferece. Mas a inovação produzida no Amazonas vai muito além disso. Ela está nas pessoas, nas ideias que se transformam em negócios, nas comunidades que promovem conexões e nas instituições que trabalham diariamente para fortalecer o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico da nossa região.
É nesse contexto que as indicações do Amazonas ao Startup Awards 2026, premiação nacional conhecida como o Oscar das Startups, ganham um significado especial. São nove indicações, distribuídas entre seis categorias regionais e três nacionais, que dão visibilidade a diferentes protagonistas do nosso ecossistema de inovação.
Quem representa o Amazonas nesta edição?
Na etapa regional, o Amazonas conta com seis indicações:
- Startup Revelação: Rogow;
- Jornalista de Startups: Amanda Mota;
- Comunidade de Startups: Jaraqui Valley;
- Mentor ou Mentora: Daniel Goettenauer e Desirée Gomes;
- Investidor de Startups: Denis Minev.
Já nas categorias nacionais, três iniciativas com forte atuação no Amazonas também conquistaram espaço:
- Corporação de Educação de Startups: Samsung Ocean;
- Aceleradora de Startups: Moove Hub Amazônia;
- Veículo de Comunicação de Startups: Portal i9 Brasil.
Ao observarmos essas indicações, percebemos algo importante: não estamos falando apenas de startups ou de soluções tecnológicas. Estamos falando de diferentes agentes que, juntos, contribuem para que o ecossistema funcione.
Temos quem empreende, quem compartilha conhecimento, quem conecta pessoas, quem investe, quem acelera negócios e quem dá visibilidade às histórias que precisam ser contadas.
Essa diversidade de representações demonstra que o desenvolvimento de um ecossistema de inovação depende de muito mais do que boas ideias. Depende de articulação, colaboração, oportunidades e, principalmente, de pessoas comprometidas em construir caminhos coletivos.
O reconhecimento é individual, mas a construção é coletiva
Ao longo da minha trajetória no ecossistema de inovação do Amazonas, aprendi que nenhuma transformação significativa acontece de forma isolada. Por trás de uma startup que cresce, existe uma rede de apoio. Por trás de um empreendedor que consegue avançar, muitas vezes há mentores, instituições, comunidades e parceiros que contribuíram para aquele resultado.
Nem sempre esse trabalho é visível. São reuniões, eventos, mentorias, conexões, compartilhamento de experiências e, em muitos momentos, iniciativas realizadas de forma voluntária. São esforços que não aparecem imediatamente nos indicadores, mas que ajudam a criar um ambiente mais favorável à inovação.
Por isso, considero que as indicações ao Startup Awards representam mais do que o reconhecimento de nomes e organizações. Elas também nos convidam a olhar para a força das relações construídas no nosso território.
Isso não significa que todos os desafios foram superados. Ainda temos muito a avançar na integração entre os atores, no fortalecimento da governança, no acesso a investimentos e na criação de oportunidades para que mais negócios inovadores possam crescer a partir da Amazônia.
Entretanto, reconhecer as conquistas também faz parte desse processo. Celebrar quem está construindo é uma forma de valorizar o caminho percorrido e incentivar novas pessoas a participar.
Votação Popular
O Startup Awards 2026 está com votação popular aberta de 7 a 21 de outubro. Esse é um momento para conhecer os indicados, reconhecer suas trajetórias e participar da escolha daqueles que avançarão para a próxima etapa da premiação.
Seis indicações regionais, três nacionais e uma mensagem importante: o Amazonas tem pessoas, iniciativas e histórias que merecem ser conhecidas em todo o Brasil.
Que essas indicações não sejam vistas apenas como uma conquista pontual, mas como mais um estímulo para continuarmos construindo um ecossistema mais conectado, colaborativo e capaz de transformar o potencial da Amazônia em oportunidades reais.
Porque, no fim das contas, inovar também é construir pontes. E são essas conexões que nos permitem chegar mais longe.
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