Evento destaca experiências e perspectivas da produção científica nas áreas da Informação e da Comunicação
A segunda edição do Integra FIC, realizada nos dias 15 e 16 de outubro, reuniu professores, estudantes e pesquisadores da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para refletir sobre o protagonismo feminino na academia e os desafios para seu reconhecimento. Com palestras, roda de conversa e apresentações de pesquisa, o evento buscou promover a apresentação e a integração da comunidade universitária e ampliar a discussão sobre os processos, as experiências e as perspectivas que atravessam a produção científica nas áreas da Informação e da Comunicação.
As atividades tiveram início na manhã de quinta-feira (15), com a palestra magna realizada no auditório Rio Negro, do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), ministrada pela professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Aparecida Moura, conhecida no mundo acadêmico como Cida Moura. Pesquisadora das áreas de Ciência da Informação, Comunicação e Educação, ela também participou de uma roda de conversa, às 18h30, no miniauditório Narciso Lobo, na FIC, na qual integrantes da comunidade acadêmica compartilharam trajetórias e experiências relacionadas à construção do conhecimento.
O segundo dia do evento foi dedicado à apresentação de projetos de iniciação científica desenvolvidos por estudantes. Além dos objetivos e das metodologias das pesquisas, as exposições trouxeram as motivações pessoais e as experiências coletivas que orientaram os trabalhos. A diversidade temática dos estudos abriu espaço para reflexões sobre como o contexto social influencia as experiências, as perspectivas e a formação da comunidade universitária.
Para a organizadora do evento e coordenadora Acadêmica da FIC, professora Ana Cláudia Ribeiro, a realização do Integra FIC constitui uma oportunidade de estimular o diálogo entre os diferentes segmentos da comunidade acadêmica da Faculdade.
“[A pesquisa acadêmica] é uma produção que leva muitos anos, mas ela nos traz condições para a gente refletir enquanto cidadãos críticos o impacto na sociedade”, afirmou. A proposta é estimular a autonomia criativa dos pesquisadores e valorizar a diversidade de experiências e identidades presentes na produção científica, especialmente daquelas que ainda enfrentam obstáculos para ter seu protagonismo reconhecido na academia, como as mulheres.
Segunda edição
Com o tema Mulheres que Transformam a Ciência: protagonismo, informação e comunicação, a edição deste ano destacou a participação feminina na produção do conhecimento. Durante a palestra, Cida Moura ressaltou a importância de incorporar as experiências das mulheres à cultura midiática.
“É importante que a gente integre nesse processo de cultura midiática, as experiências das mulheres, e as identidades dessas experiências também”, destacou. A pesquisadora também enfatizou a necessidade de reconhecer a pluralidade das vivências femininas e de ampliar sua visibilidade nos espaços de comunicação. “A gente tem que produzir conteúdos que fortaleçam discursivamente essa presença”, acrescentou.
Para a pesquisadora indígena, Lara Marubo, estudante de Jornalismo da FIC, as trocas de conhecimento e experiência proporcionadas pelo evento permitem aos estudantes entrar em contato com diferentes perspectivas sobre a vida universitária e compreender o papel da pesquisa na construção de um novo olhar para os fenômenos sociais contemporâneos. Após apresentar o trabalho A presença de estudantes indígenas e negros no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas, Lara destacou que a diversidade étnica e cultural do Amazonas também se manifesta no cotidiano da universidade.
“A gente se depara com pessoas que se identificam e com pessoas que nunca tinham parado para pensar sobre essa realidade. Então eu sempre faço com muito gosto, compartilhar minha experiência, e minha pesquisa”, relatou a estudante.

Inovação
A criação do Integra FIC pela atual gestão da Faculdade de Informação e Comunicação representa um passo importante para fortalecer a integração acadêmica e ampliar os espaços de diálogo dentro da unidade. Mais do que reunir atividades em uma programação, a iniciativa cria oportunidades para aproximar pesquisadores, professores e estudantes, valorizar diferentes trajetórias e dar visibilidade à produção científica desenvolvida na FIC. Ao instituir um espaço de encontro entre gerações e experiências, a gestão contribui para consolidar uma cultura acadêmica mais participativa, na qual a ciência também se constroi pela troca, pela escuta e pelo reconhecimento da diversidade de quem a produz, como asseverou a diretora da FIC, profa. Inara Costa.
“Quando pensamos o Integra FIC, nossa intenção foi criar um espaço que fosse além da apresentação de trabalhos acadêmicos. Queríamos aproximar pessoas, promover o diálogo entre diferentes gerações de pesquisadores e valorizar a diversidade de experiências que constitui a nossa Faculdade. Acreditamos que a formação universitária se fortalece quando ensino, pesquisa e diálogo caminham juntos. Por isso, o Integra FIC é uma iniciativa importante para a FIC: ele amplia as oportunidades de participação, dá visibilidade ao conhecimento produzido por nossos estudantes e professores e contribui para construir uma comunidade acadêmica mais integrada, plural e aberta à troca de ideias.”
Como tem sido desde que assumiu a gestão da Faculdade, profa. Inara abriu a 2ª edição do Integra FIC com uma fala institucional de boas-vindas e aproveitou a ocasião pública para prestar conta sobre as últimas ações (em andamento e/ou planejadas) da direção da Unidade diante da comunidade acadêmica. Os presentes responderam com uma salva de palmas, em reconhecimento à postura transparente da dirigente e à perspectiva de novas iniciativas capazes de fortalecer a integração e renovar as experiências acadêmicas na FIC. A partir daí, o evento seguiu conforme o planejado, sem maiores intercorrências e na expectativa positiva de uma terceira edição ainda melhor.
Texto original: Daniel Gusmão
Revisão: Gleilson Medins
Fotos: Filipe Duarte e Kallyria Olar
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