Expofeira 2026 abre espaço para educação e divulgação científica no Amapá
Projetos apresentados durante a feira aproxima público de tecnologias educacionais, pesquisas, ações de saúde e oportunidades de formação
Por: Luana Simões.
Entre produtos inovadores para ensino, ações de prevenção em saúde e projetos científicos, a 55ª edição da Expofeira do Amapá dedica um espaço para que iniciativas em educação e ciência cheguem mais perto do público.
A presença das instituições públicas de ensino no evento ajudam a dar forma a esse espaço, onde dividem a área de exposição com faculdades particulares e empresas que apresentam produtos, serviços e soluções voltados à educação.
Universidades levam divulgação científica para Expofeira
Na última segunda-feira (10), terceiro dia da feira, o estande da Universidade Federal do Amapá (Unifap) assume uma função diretamente ligada à prevenção em saúde.
Desenvolvido por integrantes do curso de Enfermagem, o projeto Vigia Aedes leva informações sobre prevenção e combate ao mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A proposta utiliza materiais didáticos e recursos visuais para mostrar ao público as diferentes fases de desenvolvimento do mosquito.
“A gente leva a educação social relacionada a arboviroses para as escolas. Trabalhamos com vários públicos, tanto o EJA quanto o Fundamental I, II e Ensino Médio”, explica o enfermeiro Vitor Barbosa, integrante do projeto.
A iniciativa transforma informações sobre o Aedes aegypti em orientações de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
“Todo mundo já ouviu falar sobre o mosquito da dengue, mas poucas pessoas sabem algumas informações essenciais, como a necessidade de tratar a água com larvas do mosquito antes de descartá-la”, afirma Vitor.
Na Expofeira, a demonstração prática é uma das estratégias utilizadas para fazer com que essas informações sejam compreendidas com mais facilidade.
“A gente traz as larvas vivas justamente para as pessoas conseguirem visualizar o que elas têm que combater, porque é difícil combatermos algo abstrato, que não enxergamos”, destaca o enfermeiro.
Ao lado das ações de prevenção contra o mosquito, há o projeto Rios de Cuidado, também da Unifap, que desenvolve ações relacionadas à prevenção de doenças crônicas, oferecendo ao público do evento verificação de pressão arterial e glicemia.
Os dois projetos são orientados pela professora Inana Fauro de Araújo, bióloga e professora do curso de Enfermagem da Unifap.
“São projetos que eu vejo de extrema importância para a sociedade e que vêm agregar aqui”, afirma Inana. Segundo a professora, as duas iniciativas também permitem alcançar diferentes faixas etárias.
“Na parte do Rios de Cuidado, a gente vê um público mais adulto, que busca um atendimento para verificar pressão e fazer sua glicemia. Quando falamos do Vigia Aedes, encontramos mais um público infantil, mas que traz os pais para ouvirem as orientações de prevenção”, explica.

Estande da Unifap leva ações para saúde no terceiro dia da Expofeira 2026
A aproximação entre conhecimento e público também aparece em projetos desenvolvidos pela Universidade Estadual do Amapá (UEAP). Heberton de Souza, estudante de Filosofia, participa de uma iniciativa desenvolvida sob supervisão da professora Ana Karem Oliveira, do Departamento de Filosofia, que trabalha a temática da cosmologia nas escolas do estado.
Segundo Heberton, o projeto permitiu que os estudantes fossem além do conteúdo apresentado e estabelecessem relações com questões da atualidade.
“Os alunos acabaram entrando dentro da história, dentro do personagem. Principalmente as alunas, que se identificaram com as deusas”, relata. A partir dessas representações, explica, as estudantes também relacionaram o conteúdo à maneira como as mulheres são tratadas atualmente.

Alunos da UEAP de Filosofia apresentam trabalho sobre Cosmologia
Ifap apresenta novas possibilidades de formação
A presença das instituições de ensino na Expofeira também abre espaço para apresentar ao público possibilidades de formação disponíveis no estado. No estande do Instituto Federal do Amapá (Ifap), cursos de diferentes níveis são divulgados aos visitantes.
Naiara Alves, professora de Física na graduação e no Ensino Médio da instituição, explica que uma das propostas da participação na feira é tornar mais conhecidas as oportunidades de pós-graduação.
“Neste terceiro dia da feira estamos trazendo quais são os cursos de pós-graduação que são ofertados no Ifap”, afirma. Segundo a professora, representantes de diferentes campus da instituição participam da feira para orientar o público e apresentar as possibilidades de formação oferecidas pelo instituto.
Entre as iniciativas divulgadas pelo instituto está o Ifap Fluvial, projeto que busca ampliar o acesso à educação em regiões ribeirinhas.
“Nós estamos aqui para divulgar principalmente os cursos técnicos e o Ifap Fluvial. A proposta é trabalhar com os cursos técnicos, desde o Ensino Médio integrado e integral, os cursos subsequentes, os cursos superiores e pós-graduação nas regiões ribeirinhas, andando pelos rios da Amazônia”, explica Livia Santos, técnica em assuntos educacionais da Pró-Reitoria de Ensino do campus Pedra Branca do Ifap.
O projeto vem sendo estruturado a partir do diálogo com as próprias comunidades que deverão ser atendidas, para que a oferta considere também as demandas apresentadas pelos moradores.

IFAP leva para a Expofeira informações e incentivo para novas formações
Tecnologia transforma formas de aprender
Empresas privadas também marcam presença no espaço, apresentando produtos e serviços voltados à educação. Entre elas está a Inteceleri Tecnologia para Educação, que leva à Expofeira soluções desenvolvidas para tornar o aprendizado mais interativo.
Entre os produtos expostos estão aplicativos, smartphones educacionais e equipamentos de realidade virtual, alguns deles já utilizados por estudantes da rede estadual do Amapá.
“Estamos trazendo aqui tudo o que já está sendo executado no Governo do Estado do Amapá para os alunos da rede estadual do Ensino Fundamental I e do Ensino Fundamental II. Nós temos livros, aplicativos e óculos de realidade virtual para inovar no ensino”, explica Rafael Ferreira, expositor no estande.
Entre os recursos apresentados está o Geometa, aplicativo voltado ao ensino de geometria plana e espacial com apoio de realidade aumentada e virtual. Outro destaque é um modelo de óculos de realidade virtual que combina recursos tecnológicos com materiais relacionados à biodiversidade amazônica.
“Além dele ser feito de miriti, também foram feitos componentes na impressora 3D com a fibra do açaí. Trazemos muita inovação, muita tecnologia e, principalmente, muita sustentabilidade”, afirma Rafael.
A possibilidade de experimentar os equipamentos têm atraído especialmente as crianças que passam pelo espaço.
“Está sendo fantástico. A todo momento tem crianças querendo testar nossa solução, nossa tecnologia. Até querem comprar para levar para casa, mas aqui a gente só está expondo a tecnologia que o governo já adquiriu”, conta.
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