Inpa recebe menina de 10 anos, que sonha em ser cientista, no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico
O Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, celebrado nesta quinta-feira (8), ganhou um significado especial no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). A data, que também marca a fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi coroada com a visita de Alice Ferreira, que escreveu uma carta ao Instituto dizendo ser fã e que deseja ser pesquisadora.
“É uma feliz coincidência porque nós havíamos programado receber uma visita muito especial. Uma menina de dez anos escreveu uma carta para o Inpa se declarando uma fã do Instituto, que deseja ser uma pesquisadora e trabalhar aqui”, disse o diretor do Inpa, Henrique Pereira, ao observar a carta enviada por Alice quando ainda tinha nove anos.
Nesta quinta, ela chegou acompanhada dos pais, avós e tios para conhecer de perto a rotina científica. A programação incluiu visita aos laboratórios, espaços que a menina já conhecia por fora, mas ainda não tinha entrado.
Alice passou pelo laboratório especializado em estudos sobre mudança do clima e os efeitos em organismos aquáticos, onde foi recebida por pesquisadores. Também conheceu o laboratório de mamíferos aquáticos e conversou com a equipe.
Por ser leitora assídua, a menina ganhou ainda um momento na livraria da Editora do Inpa, onde pôde escolher um livro. “Esse é o dia que nós estamos recebendo a Alice, seus pais, seus avós, seus tios, toda a família veio”, disse Pereira.
Para o diretor, a visita representa o papel do Instituto na popularização da ciência. “Esse dia foi coroado com essa visita de uma futura cientista, para apostar que nós podemos, através do trabalho de popularização da ciência e educação científica, sensibilizar essas crianças para que almejem e planejem para si um futuro, uma profissão na área das ciências”, afirmou.
Emocionada por conhecer de perto os estudos científicos e como funciona um laboratório de pesquisa, Alice aproveitou cada momento da visita. Ela disse que se sentiu animada, principalmente por ter o apoio dos pais e do Inpa.
“Vir conhecer o laboratório e ver de perto as experiências científicas me incentivou mais ainda para o meu sonho de ser pesquisadora. Finalmente conhecendo aquele lugar que eu sempre quis saber como era. Eu amei, eu dei comida para os peixes. Eu ganhei um monte de presentes, foi incrível”, comemora Alice, agradecendo o apoio total da família que esteve presente no local.
Curiosidade desde cedo
A mãe de Alice, Julyanne Ferreira, conta que o interesse pela ciência e pela natureza vem desde pequena. Para estimular, os pais passaram a levar a filha a lugares que estimulam a ideia de se tornar uma cientista e conhecer melhor sobre ciência e pesquisa, como o Inpa, o Bosque da Ciência e o Museu da Amazônia (Musa).
“Todas as vezes que ela vinha ao Inpa, ela perguntava como que fazia para trabalhar no Instituto. E fomos falando o quanto é importante estudar para se tornar uma cientista, e, quem sabe, venha trabalhar aqui”, observa Julyanne.
Sobre a carta escrita por Alice, a mãe destaca que foi de forma espontânea que a filha escreveu ao Inpa. No conteúdo da correspondência, Alice expôs a curiosidade em saber como funcionam os laboratórios e em entender melhor a ciência.
“Que essa visita possa ser um grande marco, uma semente já plantada pra vida adulta”, completou a mãe.
O pai, Vitor Ferreira, relata que lidar com a curiosidade da filha é um desafio diário. “Ela sempre está procurando mais informação, mais conhecimento. “Como pais, a gente sempre tem que estar procurando incentivar isso nela e fornecer os meios para que ela consiga essas informações”, revela Vitor.
Para o pesquisador do Inpa, Rafael Mendonça Duarte, receber Alice reforça a importância de aproximar a ciência das crianças. “Isso foi extremamente importante porque incentiva essas novas gerações a querer seguir a trajetória acadêmica. E tudo isso começa com essa curiosidade da criança. Todos nós cientistas, em algum momento, fomos crianças curiosas”, ressalta o pesquisador.
E Alice avisou que o caminho será rápido: ensino fundamental, médio, graduação, mestrado e doutorado. “Ela já nos avisou. Isso passa muito rápido e em breve ela estará aqui com a gente”, concluiu Henrique Pereira, acrescentando que espera que a visita seja a primeira de muitas e que a “semente plantada” hoje germine em novos cientistas para a Amazônia.
Fonte: Inpa
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