Parque tecnológico do Distrito de Inovação do Largo de São Vicente, em Manaus, deve ser implantado em até 60 meses
O prefeito de Manaus, Davi Almeida, confirmou nesta segunda-feira (16/3) que contará com R$ 14 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), liberados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para a implementação do Parque Tecnológico do Distrito de Inovação do Largo de São Vicente, no centro da capital amazonense.
“Estamos firmando esse convênio da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Finep, para restaurar o casarão da ilha de São Vicente, no centro da cidade, em frente ao mirante Lúcia Almeida. Vamos levar tecnologia e inovação para essa área dentro do conceito de cidade inteligente no centro de Manaus. Com essa parceria, vamos iniciar em breve as obras de restauro e devolver aquele espaço público em forma de serviços para a população”, afirmou o prefeito.
O anúncio foi feito pelo chefe do Executivo municipal durante agenda institucional no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), ao lado do secretário da Semtepi, Alonso Oliveira. A iniciativa integra a estratégia da gestão municipal de fortalecer o ambiente de inovação da cidade e transformar o centro histórico em um polo de tecnologia, empreendedorismo e economia criativa.
Conforme o secretário Alonso Oliveira, o prazo de execução do convênio é de até 60 meses, período em que serão realizadas as obras de recuperação do imóvel histórico, a implantação da infraestrutura e o desenvolvimento das atividades do parque tecnológico.
“O Distrito de Inovação do Largo de São Vicente é um projeto estruturante para Manaus. Com esse convênio, avançamos na construção de um ambiente que conecta tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento econômico, fortalecendo o potencial da cidade como polo de inovação na Amazônia”, destacou.

Imagem do projeto aprovado do Parque Tecnológico
O Coração da Inovação na Ilha de São Vicente
O epicentro desta transformação será o icônico casarão da Ilha de São Vicente, que passará por um processo de restauro e modernização para abrigar:
- Hub de Startups: Espaços de coworking com mais de 70 estações de trabalho.
- Centros de Pesquisa: Laboratórios voltados para biotecnologia e bioeconomia.
- Aceleração de Negócios: Programas de mentoria para empresas de base tecnológica.

Imagem do projeto aprovado do Parque Tecnológico

Imagem do projeto aprovado do Parque Tecnológico
Integração com o Polo Industrial de Manaus (PIM)
Um dos diferenciais competitivos do novo Parque Tecnológico é a sua conexão direta com as verticais de TI e Eletroeletrônicos. O objetivo é criar um fluxo de inovação que atenda às demandas das indústrias instaladas no PIM, ao mesmo tempo em que fomenta novas soluções para a preservação e exploração sustentável da Amazônia.
Para o prefeito de Manaus, David Almeida, o projeto é um marco para a modernização urbana. “Estamos unindo a história da nossa cidade com o futuro da tecnologia. O Distrito de Inovação vai atrair investimentos, reter talentos locais e colocar Manaus no mapa das grandes smart cities do mundo”, afirmou.
Desenvolvimento Sustentável e Biotecnologia
O secretário Alonso Oliveira, ressalta, ainda, que a aprovação do recurso pela Finep valida a maturidade dos projetos de inovação da cidade. Segundo Oliveira, o foco estará em áreas onde o Amazonas possui vantagem competitiva global, como a bioeconomia, aproveitando o conhecimento da academia local e integrando-o ao mercado.
O convênio prevê um cronograma de execução de até 60 meses, englobando desde a infraestrutura física até a governança do parque, que deve se tornar um ponto de encontro para nômades digitais, pesquisadores e investidores de risco (Venture Capital).

Prefeito Davi Almeida e secretário Alonso Oliveira (Foto: Dhyeizo Lemos)
Impacto Social e Urbano
Além do aspecto tecnológico, a iniciativa promete requalificar o Centro de Manaus. A presença de um Parque Tecnológico gera uma demanda natural por serviços de gastronomia, hotelaria e turismo criativo, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento para a região.
Com este movimento, espera-se que Manaus deixe de ser apenas uma consumidora de tecnologia para se consolidar como uma exportadora de soluções inovadoras baseadas na realidade e na inteligência amazônica.
Redação i9Brasil
Fotos: Semtempi/ Prefeitura de Manaus (Divulgação do projeto)



