Polo Industrial de Manaus inicia 2026 com crescimento, geração de empregos e avanço nas exportações
Por Leopoldo Montenegro*
Os resultados do Polo Industrial de Manaus (PIM) no primeiro quadrimestre de 2026 confirmam a relevância estratégica da Zona Franca de Manaus para a economia brasileira. Com faturamento de R$ 78,56 bilhões entre janeiro e abril, crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2025 e manutenção de mais de 130 mil empregos diretos, o modelo segue demonstrando sua capacidade de gerar desenvolvimento, atrair investimentos e promover oportunidades para a população da Amazônia.
Mais do que números positivos, os indicadores refletem a confiança do setor produtivo em um ambiente de negócios que combina competitividade, segurança jurídica e capacidade de inovação. O desempenho do Polo Industrial evidencia que a indústria instalada em Manaus continua investindo em ampliação da produção, modernização tecnológica e aumento da produtividade, fatores essenciais para enfrentar os desafios de uma economia global cada vez mais dinâmica.
A força do PIM está diretamente relacionada à diversidade de sua matriz produtiva. Segmentos tradicionais, como Duas Rodas, Eletroeletrônico e Bens de Informática, continuam apresentando resultados expressivos e liderando a geração de riqueza e empregos. Ao mesmo tempo, novas oportunidades surgem a partir da incorporação de tecnologias avançadas, da digitalização dos processos industriais e do fortalecimento de cadeias produtivas mais sofisticadas.
Outro destaque do período foi o desempenho das exportações. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as vendas externas alcançaram US$ 277,1 milhões, crescimento superior a 37% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado demonstra que os produtos fabricados em Manaus possuem capacidade de competir em mercados internacionais cada vez mais exigentes, agregando valor à produção nacional e ampliando a inserção da indústria amazonense no comércio global.
Esses números também reforçam a importância da Zona Franca de Manaus como política pública de desenvolvimento regional. Ao longo de décadas, o modelo contribuiu para a industrialização da Amazônia, a geração de empregos formais, a interiorização do desenvolvimento e a preservação ambiental, ao oferecer uma alternativa econômica sustentável para a região.
A manutenção desse ciclo virtuoso exige atenção permanente aos desafios que acompanham o crescimento industrial. Questões relacionadas à infraestrutura logística, ampliação de áreas para novos empreendimentos, transformação digital, qualificação profissional e adaptação ao novo ambiente tributário brasileiro continuarão ocupando posição central na agenda estratégica da região.
Nesse contexto, a atuação da Suframa permanece voltada ao fortalecimento da competitividade do Polo Industrial de Manaus, à atração de novos investimentos e à construção de um ambiente cada vez mais favorável à inovação e ao desenvolvimento sustentável. O compromisso é garantir que as empresas instaladas na região encontrem condições adequadas para expandir suas operações e gerar ainda mais oportunidades para a população.
Os resultados do primeiro quadrimestre de 2026 mostram que o ano começou de forma promissora. Mais do que um desempenho positivo de curto prazo, eles representam um sinal claro da confiança dos investidores, da capacidade de adaptação da indústria e da solidez de um modelo que continua sendo um dos principais instrumentos de desenvolvimento econômico e social da Amazônia e do Brasil.
* Leopoldo Montenegro é Superintendente da Suframa, Bacharel em Administração e Direito, Mestre em Engenharia de Produção, apaixonado por inovação, desenvolvimento tecnológico e pela Zona Franca de Manaus.
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