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AM e RO classificam deeptechs no Hackathon SUS

A deeptech BioSpin Nanotech será a única representante do Amazonas na etapa nacional do Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde (Hackathon SUS). A startup ficou entre as três selecionadas das regiões Norte e Centro-Oeste após apresentar uma tecnologia voltada à recuperação de tecidos no pós-operatório de cirurgias oncológicas.

A seleção foi realizada na programação da etapa regional, em Brasília, na quinta-feira (16/7), e reuniu seis startups das duas regiões. Ao final da programação, foram classificadas também a SMART SAAG, de Rondônia, e a BIOTECH Genômica, de Goiás. As três seguem para a etapa nacional, prevista para acontecer em dezembro, em São Paulo.

O Hackathon SUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Sebrae e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Nesta edição, o desafio é voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a área da oncologia.

Tecnologia desenvolvida na Amazônia

A solução apresentada pela BioSpin consiste em uma matriz nanofibrilar bioabsorvível e bioativa, desenvolvida com nanotecnologia, biomateriais e bioativos amazônicos. A proposta busca auxiliar na recuperação de tecidos lesionados após cirurgias oncológicas, reduzindo infecções, favorecendo a cicatrização e contribuindo para a recuperação dos pacientes.

Em entrevista ao i9Brasil Portal de Notícias, o CEO da BioSpin, Andrey Marcos, disse que a participação no Hackathon permitiu avaliar como a tecnologia pode atender às necessidades do Sistema Único de Saúde.

“Observamos que nossa tecnologia tem um posicionamento em relação ao Sistema Único de Saúde. Agora conseguimos enxergar de forma mais assertiva um caminho para incorporar essa tecnologia ao SUS. Não será um processo fácil nem rápido, mas queremos construir esse planejamento e, talvez por meio do Hackathon, conseguir implementá-la no futuro”, declarou.

Imersão antes dos pitches

Durante os dois dias de programação, as startups participaram de uma visita técnica ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde conheceram a rotina do setor de oncologia, acompanharam tratamentos como radioterapia e braquiterapia e conversaram com profissionais sobre a jornada do paciente e os desafios enfrentados no atendimento.

A agenda também incluiu palestras sobre políticas públicas para o combate ao câncer, regulamentação de dispositivos médicos, atuação da Anvisa e um treinamento para apresentação dos pitches.

Para Thiago Martins, head de Operação e Comunicação da BioSpin, a experiência foi importante para compreender melhor a realidade do sistema de saúde.

“Conseguimos observar alguns gargalos na jornada do paciente oncológico e entender melhor como funciona todo esse processo. Isso nos ajudou a enxergar de forma mais clara onde a nossa solução pode se encaixar”, incluiu Martins.

Próximo desafio

Com a classificação, a BioSpin disputará a etapa nacional do Hackathon SUS ao lado das startups selecionadas nas demais regiões do país. A final está prevista para acontecer em dezembro, em São Paulo, reunindo soluções voltadas para os desafios da oncologia no Sistema Único de Saúde.

Hackaton SUS

Com execução prevista até abril de 2027, o Hackaton SUS vai acelerar e premiar deep techs brasileiras da área da saúde capazes de desenvolver dispositivos médicos e soluções tecnológicas que enfrentem desafios reais da oncologia, com potencial de impacto social, escalabilidade e sustentabilidade econômica.

Além do reconhecimento financeiro, as participantes terão acesso a mentorias, capacitações e ambientes de experimentação, ampliando as chances de validação e incorporação das soluções desenvolvidas ao SUS.

A parceria também prevê a capacitação de pequenas empresas inovadoras em aspectos regulatórios, tanto em relação às exigências da Anvisa quanto aos requisitos necessários para a incorporação de tecnologias no SUS.

Por Bianca Amorim – Especial para o Portal i9Brasil

Edição: Amanda Mota

Foto: BioSpin (Divulgação)

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