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No MT, Maratona quer resolver problemas de empresas com IA

A indústria brasileira enfrenta um momento de desafio e transformação. Segundo a mais recente Pesquisa de Inovação (Pintec) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2023, a taxa de empresas industriais com 100 ou mais empregados que introduziram inovações (produto ou processo) caiu para 64,6%, um recuo em relação aos 70,5% registrados em 2021.

No entanto, a necessidade de mudança está sendo catalisada pela Transformação Digital. A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) aponta que 57% das empresas brasileiras já utilizam algum tipo de Inteligência Artificial (IA), sendo a IA Interpretativa (40%) e a Generativa (35%) as mais adotadas. A digitalização acelerada é, portanto, o elemento central para reverter o quadro de desaceleração. Um levantamento da ABES/IDC revela que 95,2% das empresas planejam usar IA nos próximos 12 meses, visando aumentar a produtividade em mais de 20%, segundo pesquisa da Infor.

HackStars: Inovação Local com Impacto no Mercado Real

É justamente neste contexto de urgência por soluções tecnológicas aplicadas que nasce o HackStars, uma maratona de inovação idealizada por Henrique Rolim e Eire Fragoso em parceria com o Digoreste Startups e o Ecossistema Vale do Pacu, no Mato Grosso. A iniciativa tem como missão ir além da prototipagem, focando em soluções que as empresas possam implementar de fato.

A programação será realizada nos dias 28, 29 e 30 de novembro.

“O HackStars vai fazer a diferença de forma real, resolvendo desafios reais. Não são problemas que alguém pode ter, são problemas que já estão acontecendo e que as empresas precisam de soluções pra começar a implantar o quanto antes”, disse Henrique Rolim (foto) ao i9Brasil Portal de Notícias.

A metodologia do HackStars, desenvolvida com base em design thinking e gamificação, se destaca por cinco diferenciais estratégicos que o distanciam de hackathons genéricos:

  1. Seleção Estratégica: Avaliação técnica e comportamental dos inscritos para formar equipes equilibradas.
  2. Sorteio de Equipes: Promove diversidade e colaboração autêntica, evitando a formação de “panelinhas”.
  3. Gamificação na Avaliação: Pontuação por critérios técnicos, cooperação, criatividade e qualidade dos pitches.
  4. Desafios Reais de Mercado: Problemas trazidos diretamente por empresas parceiras, com potencial de aproveitamento comercial.
  5. Foco Local e Aplicado: Conecta talentos de Mato Grosso com problemas concretos, fortalecendo o ecossistema local.

O resultado esperado é um choque de realidade e criatividade. Juscelino Araujo (foto), gestor de comunicação da iniciativa, garante: “Esqueça tudo o que você sabe sobre hackathons e esteja preparado para ser impactado de uma forma única, nunca antes vista.”

Parcerias Estratégicas: A Força do Ecossistema Mato-Grossense

O sucesso do HackStars é impulsionado por uma robusta rede de empresas âncora e parceiros estratégicos que acreditam na inovação aberta.

As empresas âncora — TAV Tecnologias Cognitivas, BLM e YUMIT Hub — são cruciais, pois trazem os desafios reais que serão solucionados pelos participantes.

O evento conta ainda com o apoio de um grupo diverso de patrocinadores e parceiros, como o Sebrae, Cervejaria Louvada, InovaMT, Liga Gestão Eficiente, Roncador Valley, Hubnorte e Agrihub, entre muitos outros. A plataforma tecnológica do evento é garantida pela Meia Cinco Digital.

Mais do que um evento pontual, o HackStars é um movimento de fortalecimento do ecossistema de inovação no interior do Brasil, provando que a solução para os grandes desafios industriais do país pode nascer fora dos grandes centros, com Inovação Local de Alcance Global.

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