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MOMA consolida modelo de beleza sustentável com insumos da Amazônia

O mercado brasileiro de cosméticos segue em forte crescimento e deve alcançar US$ 23 bilhões em faturamento já em 2025. Hoje, o país ocupa a terceira posição no ranking mundial de beleza.

Nesse cenário dominado por grandes marcas, empresas como a MOMA ganham espaço ao apostar em propostas alinhadas às novas demandas do público. Ingredientes naturais, transparência na cadeia produtiva, embalagens recicláveis ou biodegradáveis e fórmulas livres de microplásticos e petrolatos tornam-se decisivos para consumidores que priorizam escolhas mais éticas e sustentáveis.

Conexão com a floresta

Fundada pela farmacêutica Vivian Chun, a MOMA une pesquisa, performance e biodiversidade amazônica para criar produtos que conectam autocuidado, ciência e floresta.

“Eu desenvolvia cosméticos desde 2012 como hobby, mas ainda não me via como empreendedora. Isso só mudou quando passei a trabalhar com agricultura regenerativa e agroflorestal. Foi ali que compreendi que o agricultor rural é, na essência, um grande empreendedor”, contou.

O ponto de virada veio após a pandemia, quando Vivian passou a conectar formulação cosmética e cadeias produtivas da Amazônia. “Percebi que poderia unir propósito e impacto: usar os cosméticos que eu já criava, agora somando as comunidades e gerando transformação na ponta”, afirmou.

Redes comunitárias

A MOMA trabalha com insumos produzidos por comunidades indígenas, ribeirinhas e agricultores familiares, em redes como a Inatú Amazônia, responsável pelo óleo de copaíba utilizado no hidratante.

Co-fundadora da marca, Marisa Taniguchi destaca que a colaboração fortalece toda a cadeia produtiva regional.

“A parceria com a MOMA fortalece a nossa rede porque amplia a visibilidade dos produtos. Esse tipo de colaboração gera novas oportunidades de mercado, abre portas para conexões estratégicas e valoriza o trabalho das comunidades extrativistas. Quando iniciativas como essa se somam aos esforços locais, fortalecemos a sociobiodiversidade e mostramos que é possível desenvolver a Amazônia com respeito, responsabilidade e benefício compartilhado”, declarou.

Fórmulas de alta performance

O produto da marca combina ativos naturais como Cumaru, Babosa, Andiroba e Manteiga de Cupuaçu, garantindo hidratação profunda, rápida absorção e toque aveludado. A fórmula destaca a suavidade trazida pela copaíba, rica em β-cariofileno, além do aroma natural do cumaru, suavemente abaunilhado.

Além da conexão com a floresta, a MOMA investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. “Na prática, P&D significa aprimorar fórmula, textura, cor, aroma e experiência de uso, buscar ingredientes mais nobres e seguros, investir em pesquisa clínica e explorar novos ativos. É inovação constante”, explicou Vivian.

Aceleração estratégica

O fortalecimento da marca ganhou impulso com a jornada de aceleração promovida pela Amaz, aceleradora de impacto coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). A MOMA já havia participado de iniciativas como “Amazônia em Casa Floresta em Pé” e “Floresta Mais”, antes de ser selecionada na Chamada de Negócios da Amaz em 2023.

A trilha de aceleração em 2024 foi estruturada em pilares estratégicos e operacionais, resultando em suporte financeiro e maior visibilidade de mercado.

“O programa teve início com foco intenso na gestão de desempenho e controles internos com oficinas e modelagens de processos, que aliamos ao esforço direcionado para a compreensão do mercado e posicionamento da marca”, explica Rafael Ribeiro, líder de aceleração da Amaz.

“Durante esses processos, ganhamos maturidade, conexões com outros empreendedores, visibilidade e abertura de canais de venda, como a parceria com o Mercado Livre. Com o investimento, conseguimos lançar produtos, melhorar o site, contratar pessoas, implementar sistemas e estruturar processos”, relatou a fundadora.

Próximos passos

Com a base fortalecida, Vivian projeta novos lançamentos, aprimoramento de embalagens e comunicação voltada a categorias específicas de cuidados com a pele. No campo socioambiental, avança na formalização de contratos de compra com comunidades fornecedoras, garantindo previsibilidade, segurança e renda contínua.

“A expansão da MOMA precisa caminhar junto com a valorização da floresta e das pessoas que vivem dela. Nosso compromisso é crescer sem perder o vínculo com quem torna tudo isso possível”, reiterou.

Redação i9Brasil

Fotos: Divulgação

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